Traçando um paralelo entre o Rock in Rio, a Campus Party e qualquer evento mainstream atual.

Agora no fim de setembro rolou a edição 2015 do Rock in Rio, evento que, caso você não conheça, reune uma pá de bandas e um porrilhão de gente em um lugar em um festival supimpa de música boa (ou nem tão boa assim).

Desde que o evento voltou ao Brasil em 2011 eu nutri uma vontade imensa de ir ao evento... Bandas que eu sempre escutei estariam tocando pela primeira vez no Brasil ou ultima, quem sabe...

Eis que este ano consegui ir a um dia do evento. Dia 24 de setembro, banda principal da noite, System of a Down. Foi ridiculamente boa minha experiência no festival, porém, como bom ser analítico que sou, consegui extrair da minha experiência alguns paralelos entre o Rock in Rio, a Campus Party e alguns outros eventos mainstream que ou frequento ou acompanho e é isso que quero compartilhar com vocês nesse pequeno texto de hoje.

Em todos esses eventos existe uma série de grupos de individuos com propósitos diferentes, e é estranho notar que, embora alguns eventos sejam bem diferentes dos outros, as castas são muito parecidas e quantitaveis. Vamos a algumas delas.

Os "Brinde whores". Brother, como eu me sinto mal por conta dos prostitutos de brinde... Tu vai num evento com 8 mil pessoas ou em um festival com 85 mil cabeças e tem sempre o grupo que não vai atrás de NADA além de brindes, por mais pífios e simplórios que sejam... Parece que essas pessoas sentem uma necessidade idiossincratica de validar a ida ao evento através de brindes baratos que tomam mais tempo útil do que qualquer outra coisa. Eu ví galera indo 3, 4, 5 vezes na fila da Olla pra responder quiz pra ganhar camisinha brother... tu ficar 2, 3 horas em filas pra ganhar camisinha cara...

Os "Queima largada". O evento pode ter ou não bebida liberada dentro do evento, a verdade é, sempre terá aquele/aquela que irá ou dar um jeito de comprar bebida fora do evento ou escapulir etílicos para dentro dos eventos... O tipo pior dessa turma são aqueles que bebem tanto, em tão pouco tempo, que queimam a porcaria da largada e ficam o resto do dia ou passando mal ou extremamente bebados inconvenientes.

Os "Fãs de Instagram". Nada contra você ter uma conta numa rede social owned by Facebook, é sua vida e você faz dela o que bem entender... Porém, ir a eventos pelo hype deles e passar a porcaria do evento inteiro tirando foto e publicando aqui e acolá e reclamar do calor, das pessoas encostando, do cheiro de não sei o que, da comida de não sei onde e no fim do dia postar: #melhorDia #Inesquecivel. Vocês nobres praticantes dessa expertise, eu tenho um lugar especial pra enviar vocês quando eu chegar ao poder.

Os "Eu vim aqui pela zoeira". Esses fazem par com os "Eu vim aqui pelos contatos", ou são zoeiros demais e não levam NADA a sério ou levam TUDO a sério e não se divertem nada...

Os "Analíticos" Esses desgraçados ao invés de curtir o evento e deixar cada um fazer o que bem entende da vida, ficam escrevendo posts nos seus blogs, videos em seus canais da casa do caramba e querem pagar de cult... não... pera...

A grande verdade é que todo grande evento tem um grupo de pessoas que tende a fazer isso ou aquilo, não tem jeito... Eu fui a 3 Campus Party, cada uma com uma mentalidade diferente, fui a um dia do Rock In Rio e fui com uma cabeça que provavelmente não será a mesma na próxima que eu irei... somos seres mutaveis, e a cada momento participamos de um grupinho diferente, só não podemos esquecer que o que vale é se divertir e curtir cada momento.

O texto de hoje no fim das contas nem é tão reflexivo nem tão engraçado, no mínimo, é em sua maioria de mau gosto... mas analisar as coisas de vez em quando trás isso.

E vamos voltar a escrever e postar aqui porque a cabeça daqui a pouco fica preguiçosa.

E fica aqui o link do show do system pra quem quiser dar um confere, foi do caramba!

Até a próxima.

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